Finanças

Você é um custo do seu próprio negócio: o que é pró-labore e quanto se pagar

Pra quem mistura o dinheiro da pessoa com o dinheiro do @ e nunca sabe quanto pode tirar pra viver. Você sai entendendo o que é pró-labore e como definir o seu.

Pró-labore

Você tira dinheiro da conta do trabalho pra pagar o mercado, o aluguel, a vida. Sem regra, sem valor fixo, conforme precisa. E aí nunca sabe se está tirando demais, de menos, ou comendo o que era pra ser lucro.

Tem um conceito que organiza isso de vez: o pró-labore.

A resposta direta

Pró-labore é o seu salário como dono do negócio. É o quanto você decide tirar, todo mês, pra viver. E aqui vai a virada de chave: esse valor entra antes do lucro, como um custo do negócio, não depois. Você é uma linha de despesa da sua própria empresa.

Lucro é o que sobra depois de te pagar. Não o que você usa pra viver.

Por que pensar assim muda tudo

Quando você tira dinheiro "conforme precisa", duas coisas ruins acontecem. Você nunca sabe se a empresa se sustenta sozinha, porque mistura a sua vida com a dela. E você acha que o negócio dá lucro quando, na real, o "lucro" era só o seu próprio salário disfarçado.

Definir um pró-labore fixo separa as duas coisas. A empresa paga você (custo). O que sobrar depois disso é lucro de verdade, que você pode reinvestir ou guardar com consciência.

Quanto se pagar

Não existe número certo pra todo mundo, mas existe um caminho:

Olhe quanto você precisa pra viver com tranquilidade num mês normal. Esse é o seu piso. Agora veja se o negócio aguenta pagar isso todo mês, inclusive nos meses fracos. Se aguenta, ótimo. Se não, ou você corta gastos da vida, ou precisa fazer o @ faturar mais antes de aumentar o que tira.

A regra de ouro: o pró-labore tem que ser um valor que a empresa consegue pagar até no mês ruim, não só no mês de pico.

Um detalhe que vale dinheiro

Se você tem CNPJ no Simples e presta serviço, o quanto você se paga de pró-labore mexe diretamente no seu imposto, por causa de uma regra chamada Fator R. Pagar a si mesmo de forma organizada pode, em alguns casos, te jogar numa faixa de imposto bem mais barata. Vale conferir isso com o contador antes de definir o número. [Veja o artigo sobre Fator R.]

Um exemplo

O Léo faturava em média R$ 12 mil e tirava "o que dava", às vezes R$ 8 mil, às vezes R$ 4 mil. Vivia confuso sobre se o negócio ia bem.

Ele definiu um pró-labore de R$ 6 mil fixos. Agora a empresa "paga" o Léo R$ 6 mil todo mês, e o que sobra depois disso é o lucro real do @, que ele consegue ver e usar pra crescer. A vida pessoal dele parou de comer o caixa do negócio sem ele perceber.

O que fazer agora

  1. Calcule seu custo de vida mensal real. Quanto você precisa pra viver num mês comum.
  2. Defina um pró-labore fixo que a empresa aguente pagar até nos meses fracos.
  3. Trate esse valor como conta da empresa. O que sobrar depois dele é lucro, e só aí você decide o que fazer com ele.

O Clima nessa decisão

Achar o pró-labore certo é conta fina, que pede apoio de quem entende de creator. O Clima existe pra deixar a vida financeira do seu @ mais leve. Dá pra conhecer quando quiser.


Glossário rápido

  • CNPJ: o registro de uma empresa, como se fosse o CPF do negócio.
  • Fator R: a regra que decide se a empresa de serviço cai no Anexo III ou no V, comparando o que ela paga de salários e pró-labore com o que fatura (corte em 28%).
  • Pró-labore: o salário que o dono tira da própria empresa.

Este conteúdo é informativo e tem caráter educacional sobre gestão financeira. Não substitui a orientação de um contador para o seu caso.

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