Imposto

Quanto guardar todo mês pro imposto, sem fazer conta complicada

Pra quem ganha com conteúdo e tem pavor de gastar tudo e depois descobrir que devia imposto. Você sai com uma regra simples pra dormir tranquilo.

Quanto guardar

O medo aqui é específico. Não é nem do imposto em si. É de gastar o dinheiro que entrou, viver o mês, e só lá na frente descobrir que uma parte daquilo nunca foi sua. Era do imposto.

Dá pra eliminar esse medo com um hábito só.

A resposta direta

Separe uma fatia de cada valor que entra, na hora que entra, e mande pra uma conta que você não toca. Assim, quando o imposto vencer, o dinheiro já está lá esperando. Você nunca é pego de surpresa, porque nunca chegou a "sentir" aquele dinheiro como seu.

A pergunta vira: que fatia separar?

A regra do potinho

Pense em duas contas. Uma é a do seu dia a dia. A outra é o potinho do imposto, uma conta separada que existe só pra isso.

Toda vez que cair um PIX de publi, de afiliação ou de venda, você tira uma porcentagem ali na hora e joga no potinho. O resto é seu, pode usar sem culpa. Quando o imposto vence, você paga com o dinheiro do potinho e nem sente.

O segredo não é a porcentagem perfeita. É a constância. Separar sempre, de tudo, no automático.

Que porcentagem usar

Depende de como você é tributado, e isso o contador fecha com você. Mas pra você ter um chão enquanto não fecha:

  • Tem MEI? Seu imposto é um valor fixo baixo por mês (o DAS), não uma porcentagem do faturamento. Em 2026, ele fica em R$ 86,05 pra serviços. Aí o "potinho" é mais simples ainda: separe o valor do DAS logo no começo do mês e pronto.
  • É microempresa no Simples? Aí o imposto é uma porcentagem do que você fatura. Pra serviços, ela costuma começar perto de 6% e subir conforme você cresce. Guardar algo na faixa de 6% a 16% do faturamento, dependendo da sua atividade e do seu enquadramento, costuma deixar você coberto.
  • Recebe como pessoa física? A tabela do IR sobe conforme você ganha, até 27,5%. Mas desde 2026 quem fica até R$ 5.000 por mês não paga IR sobre essa renda. Então, se você está abaixo disso, talvez nem precise de potinho. Acima, guardar em torno de um quinto a um quarto do que entra é um ponto de partida seguro.

Esses são pontos de partida pra você não ficar no zero. O número fino é com o contador.

Um exemplo

O Téo recebe, em média, R$ 8 mil por mês de publi e afiliação, como microempresa.

Ele combinou com o contador uma reserva de 10% pro imposto. Então, de cada R$ 8 mil que entram, R$ 800 vão direto pro potinho. Ele vive com R$ 7.200 e nem olha pros R$ 800. Quando o imposto vence, está tudo lá. Zero susto, zero aperto.

A diferença entre o Téo e quem se desespera não é quanto eles ganham. É que o Téo separa na hora.

O que fazer agora

  1. Abra uma conta só pro imposto. Pode ser uma conta separada simples. O importante é não misturar com o dia a dia.
  2. Defina sua porcentagem com base em como você é tributado (use os pontos de partida acima até confirmar com o contador).
  3. Separe na hora que o dinheiro entra, não no fim do mês. No fim do mês, o dinheiro já sumiu.

O Clima nessa organização

Separar o que é seu do que é do Leão é um hábito que muda o jogo. O Clima quer ser o lugar onde a vida financeira de quem cria fica mais simples. Quer ver como? Conheça o Clima.


Glossário rápido

  • MEI: Microempreendedor Individual, o CNPJ mais simples do país, com imposto mensal fixo e teto de faturamento anual.
  • DAS: Documento de Arrecadação do Simples Nacional, a guia única onde a empresa paga seus impostos de uma vez por mês.

Os valores e regras citados são de 2026 e podem mudar de um ano para o outro. As porcentagens sugeridas são um ponto de partida geral, não uma recomendação individual. Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um contador para o seu caso.

Fontes

impostoreservaplanejamento